quinta-feira, abril 19, 2007

Os grandes desígnios

Aqueles que têm como desígnio a salvação do mundo
às vezes tropeçam nas guias
dos passeios

quarta-feira, abril 18, 2007

2: A poderosa arte da Evocação

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1: Árvore

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segunda-feira, abril 16, 2007

Cicatriz

As marcas do amor não
ficam
na pele.

As escolhas

Não quero
nada. Só quero
tudo.

Gerações

Em todas as gerações se diz
«na minha geração».
Só na nossa
não.

[Outra versão]


J. C. Barros. Acrílico sobre tela (in progress).

domingo, abril 15, 2007

Poema, 2

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Poema, 1

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quarta-feira, abril 11, 2007

As grandes decisões

a mulher que andava à lenha
e encontrou o braço em madeira polícroma
do senhor de matosinhos
hesitou ainda entre salvá-lo
da lareira onde se recusava a arder
e acreditar no milagre

é sempre tão difícil decidir
entre salvar a alma
ou ter numa noite fria de inverno
a lareira acesa

segunda-feira, abril 09, 2007

Abril

as paredes de cal
a água dos tanques
a sombra rumorosa [não é uma imagem]
das alfarrobeiras
jovens

Uma bandeira para o Edifício da Representação de Negócios, 4

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sábado, abril 07, 2007

O que/ nas cidades mais lhes pertence

às vezes é preciso aprender o que já sabíamos
primeiro esquecer cada uma das imagens
cada uma das frases definitivas
e depois olhar de novo pela primeira vez
cada palácio cada desvão
cada uma das casas erguidas por
entre a luz e os escombros
as crianças que
tomaram conta dos largos e dos cruzamentos
a sombra que sobe os degraus e
poisa nas varandas
os buracos das estradas
as torres altivas das catedrais
as paredes escalavradas
a música a tristeza a
felicidade imensa de um rosto que
se abre junto ao mar
os planos dos arquitectos que
não desenham para os seus próprios nomes
e deixam às pessoas o que
nas cidades mais lhes pertence:
os passeios as ruas as praças e os jardins

Uma bandeira para o Edifício da Representação de Negócios, 3

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Uma bandeira para o Edifício da Representação de Negócios, 2

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Uma bandeira para o Edifício da Representação de Negócios, 1

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O pior

O pior nem é propriamente
a consciência de que a injustiça
espalha os seus vidros no chão
onde caminhamos descalços.
O pior é um dia imaginarmos
que nenhum vento ou a erosão
os haverá de reduzir no asfalto
a/ minúsculas partículas de pó.

Chegavas a acreditar

Chegavas a acreditar
que os nomes das coisas
nasceram antes
de cada uma das coisas
e que a literatura precede
as páginas em branco
como o avanço do mar
precede
a tempestade.

quarta-feira, março 28, 2007

Ontem

Sigo as pistas do poema
nas páginas em branco
onde poisas
vagarosamente
as tuas mãos trémulas.

segunda-feira, março 26, 2007

Sigamos a Lesma

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