domingo, março 11, 2007

Um Inverno assim, 2

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Damasqueiro



Um Inverno assim, 3

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Ameixeira




Nespereira

Os primeiros figos do ano

Um Inverno assim, 4

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Medronheiro



Pessegueiro


sábado, março 10, 2007

Uma noite

Uma noite que não esqueces:
quando não vieste à rua com as tuas
armas e à porta ficaram
não apenas os cães
mas também as suas sombras
desenhadas contra a parede de casa
pelos candeeiros minúsculos
do largo. Ainda hoje adormeces
sabendo que os latidos dos cães
e as suas sombras não se desligarão
dos teus sonhos. Mesmo na vigília
eles permanecem: os seus latidos
e as suas sombras.

terça-feira, março 06, 2007

A pedir lume

Também eu andei assim
a pedir lume
como se o não tivesse. Como se os cigarros
não fossem mais que um pretexto
para esconder da dissolução
o medo. Também eu andei assim
na rua
procurando um rosto que me desabrigasse
e erguesse ao lodo sublime
da água. Procura-me tu
agora
nos bolsos
oh tão vagarosa estrangeira
mais que as chaves de casa.


[Editado aqui]

domingo, março 04, 2007

Eclipse

A lua apagou-se. Já te disse tantas vezes para não te meteres em bicos de pés.

O Vento

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Proibido Fumar

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quinta-feira, março 01, 2007

Toda a verdade sobre o Amor

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J. C. Barros. «Toda a verdade sobre o Amor». Acrílico sobre tela, 70x70 cm. [Versão final.]

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Palavras

mudam-se os tempos
e às vezes palavras
nem o vento as leva

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Um milagre

Um milagre peço desculpa
pela referência
recorrente
não se repete
só este o
das amendoeiras ano
após ano em
flor
no inverno.

Nascente

Os troncos das bétulas
antes da neve,
a nuvem, o vento,
o âmbar, o mar,
a árvore, a água,
o lume, o incenso,
a maré, o granizo,
a nascente, a raiz.

O que não tece
nenhum tear
e não reverte
de nenhum ofício.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

As despedidas

Estás sentada num degrau da escaleira de casa e é como se fosse o estrangeiro. Um vento ergue-se e não se movem as folhas das mais próximas árvores. Estás sentada num degrau da escaleira de casa e uma nuvem fica por instantes poisada nas tuas mãos abertas. No teu rosto, com as águas subterrâneas, uma navalha de gelo desenha as raízes dos bosques das encostas frias. Não é ainda a noite. Mas não se movem as folhas das mais próximas árvores e há um vento que faz estremecer o mundo.

O mar no Inverno

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sábado, fevereiro 17, 2007

Fevereiro, 1

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Fevereiro, 2

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