Tudo o que é da sombra nasce da luz
tudo o que é da luz nasce da sombra
nos meses de julho a tarde cai a pique
nas paredes de cal
mas antes é preciso a pedra
mas antes é preciso a sombra
mas antes é preciso o lume
só depois esse iluminado espelho
vertical.
sábado, dezembro 16, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
Sobre posições

J. C. Barros. Primeiro estudo para «Sobre posições: um fim de semana com gripe». Acrílico sobre tela, 70x70 cm.
domingo, dezembro 10, 2006
Canção
É quase nada é o teu rosto é uma sílaba
é só o pátio dos incêndios um poema
é uma nuvem uma praia é o que cintila
é uma tarde de mãos dadas no cinema
É a memória desse instante inicial
é quase nada é quase tudo é só o vento
tu respirares entre o silêncio a neve e a cal
rosas de fogo iluminadas só por dentro
É o teu nome inscrito a giz numa bandeira
a via láctea nos teus olhos meu amor
é o que fica do inverno é a primeira
água do mundo a sua luz o seu rumor
Agora o tempo é no teu nome que parou
um rio súbito um momento inaugural
adormecemos e esta história terminou
foste de mim eu fui de ti ponto final
(Refrão)
É só o vento
nos teus olhos
só o vento
É só o vento
o seu rumor
a sua voz
É só o vento
meu amor
é só o vento
E lá por dentro
estarmos nós
e estarmos sós
É só o vento
meu amor
é só o vento
É só o vento
o seu rumor
é só o tempo
É só o vento
meu amor
é só o vento
É só o tempo
e lá por dentro
estarmos nós
é só o pátio dos incêndios um poema
é uma nuvem uma praia é o que cintila
é uma tarde de mãos dadas no cinema
É a memória desse instante inicial
é quase nada é quase tudo é só o vento
tu respirares entre o silêncio a neve e a cal
rosas de fogo iluminadas só por dentro
É o teu nome inscrito a giz numa bandeira
a via láctea nos teus olhos meu amor
é o que fica do inverno é a primeira
água do mundo a sua luz o seu rumor
Agora o tempo é no teu nome que parou
um rio súbito um momento inaugural
adormecemos e esta história terminou
foste de mim eu fui de ti ponto final
(Refrão)
É só o vento
nos teus olhos
só o vento
É só o vento
o seu rumor
a sua voz
É só o vento
meu amor
é só o vento
E lá por dentro
estarmos nós
e estarmos sós
É só o vento
meu amor
é só o vento
É só o vento
o seu rumor
é só o tempo
É só o vento
meu amor
é só o vento
É só o tempo
e lá por dentro
estarmos nós
sábado, dezembro 09, 2006
A memória
Não escapamos a esse momento em que a felicidade
por um instante nos iluminou e iluminou
o mundo. Era ainda cedo, era
já demasiado tarde. Quando
essa luz agora regressa
toca-nos a inexpugnável sombra
de nos sabermos tão afastados dela
e indefesos. Isso sabemos. Só não sabemos
em que obscuro lugar se perdeu a certeza
de que em nós coincidiriam sempre
a alegria
e o Tempo.
por um instante nos iluminou e iluminou
o mundo. Era ainda cedo, era
já demasiado tarde. Quando
essa luz agora regressa
toca-nos a inexpugnável sombra
de nos sabermos tão afastados dela
e indefesos. Isso sabemos. Só não sabemos
em que obscuro lugar se perdeu a certeza
de que em nós coincidiriam sempre
a alegria
e o Tempo.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Por dentro das casas

J. C. Barros. «O que está por dentro das casas». Acrílico sobre tela, 100x65 cm.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
O ensino pelos manuais
«As crianças não aprendem»
as crianças erguem com as suas ruidosas mãos
uma nuvem de silício
as crianças erguem com as suas ruidosas mãos
uma nuvem de silício
segunda-feira, dezembro 04, 2006
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