sexta-feira, dezembro 08, 2006

Poema incompleto

J. C. Barros. «Poema incompleto». Acrílico sobre tela, 80x80 cm.

Uma árvore em mil novecentos e oitenta e dois

jcb


Por dentro das casas



J. C. Barros. «O que está por dentro das casas». Acrílico sobre tela, 100x65 cm.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

O ensino pelos manuais

«As crianças não aprendem»
as crianças erguem com as suas ruidosas mãos
uma nuvem de silício

Depois do amor

Um navio de pérolas
em nenhum outro lugar
quero adormecer

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Uma história antiga

jcb


A noite de 15 de Março de 2007

jcb

Um regresso a casa

jcb



[Coisas que se guardam no coração]




Pintura de António Inverno. «H2O. Máquina». Óleo sobre tela.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Só mais tarde

Só mais tarde, vendo melhor,
compreendemos
que não vemos.

terça-feira, novembro 28, 2006

[Se tu quisesses]



J. C. Barros. «Se tu quisesses ser o meu barco...». Acrílico sobre tela, 80x80 cm.

Apagar

Eu quero apenas ser chamado de novo
ao quadro de ardósia
e ter um apagador
eu quero apenas escrever a giz no meio da tempestade
eu quero apenas rasgar as páginas dos livros
eu quero apenas adormecer
eu quero apenas acordar quando os relâmpagos
trouxerem por um breve instante
o milagre de tudo ficar
iluminado por dentro.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Do que é imutável

As folhas persistentes das alfarrobeiras permanecem como um sinal do que é imutável. Como se o Inverno, mudando quase tudo, precisasse dessa fidelidade, desse sacrifício, para que o milagre (por exemplo) das amendoeiras em flor possa vir a acontecer.

Em vez das palavras

jcb



sábado, novembro 25, 2006

Ciência do que é Real e Verdadeiro

Um poema de três versos ou a cal
iluminam a tarde
por igual
O que cintila
nem chega a ser
uma sílaba
Entre uma e outra frase
o que é
o amor?
Numa única palavra
se escondem as sílabas
da água
Escreveres uma frase
e regressarem
as aves