sábado, outubro 14, 2006

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sexta-feira, outubro 13, 2006

Fio tenso, 1

Escondes-te como se fugisses a essa tão estranha
vocação dos desastres:
riscas num mapa a tinta da china uma linha sinuosa (por exemplo)
e de repente os sismógrafos acusam movimentos de falha
e as cabeceiras de saibro desmoronam-se
sobre os telhados das casas onde alguém
se esqueceu de desligar os cilindros de mercúrio
ou adormeceu com retratos antigos na cabeceira da cama.

Tu dizeres

Mais que as nascentes da água
tu dizeres
os seus nomes.

Plano para salvar Veneza

Mergulhares as mãos na água.
E a água transformar-se
em luz.



[Título roubado a um livro de Jorge de Sousa Braga]

quarta-feira, outubro 11, 2006

Pintura

Desenhar um labirinto
e perder-se
nele.

sexta-feira, outubro 06, 2006

[Pub.]

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Ficções: exposição de pintura de J. C. Barros. No bar Casa Azul, em Cacela Velha, até 6 de Novembro. Inauguração: 6 de Outubro, sexta-feira, às 18.00 horas.

Lua cheia, 3

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quinta-feira, outubro 05, 2006

Lua cheia, 2

Olhar a lua cheia olhando
as paredes de casa, os muros do tanque,
os troncos pela metade das
alfarrobeiras, as sombras desenhadas
em diagonal,
os cômoros de terra, a água
das noras, os lancis,
o espelho dos degraus.
Como na literatura: ver as coisas
pela sombra que projectam.

Lua cheia, 1

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sexta-feira, setembro 29, 2006

Poema, 6

A mulher do poema
tem um nome
que não é
o seu.

Poema, 5

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Poema, 4

Um poema
não raro
diz uma coisa
e o seu contrário.

Poema, 3

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Poema, 2

Na Casa dos poemas
a tempestade
adormece
à entrada.

Poema, 1

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quarta-feira, setembro 27, 2006

terça-feira, setembro 26, 2006

Os problemas de linguagem, 1

A distância entre a voz e o eco; entre o que escreves e o que lês; entre o que dizes e o que procuras dizer; entre as frases do amor e o logro das rasuradas páginas dos livros.

O céu de Cacela em Setembro

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segunda-feira, setembro 25, 2006

Uma criança

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