sexta-feira, outubro 06, 2006

Lua cheia, 3

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quinta-feira, outubro 05, 2006

Lua cheia, 2

Olhar a lua cheia olhando
as paredes de casa, os muros do tanque,
os troncos pela metade das
alfarrobeiras, as sombras desenhadas
em diagonal,
os cômoros de terra, a água
das noras, os lancis,
o espelho dos degraus.
Como na literatura: ver as coisas
pela sombra que projectam.

Lua cheia, 1

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sexta-feira, setembro 29, 2006

Poema, 6

A mulher do poema
tem um nome
que não é
o seu.

Poema, 5

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Poema, 4

Um poema
não raro
diz uma coisa
e o seu contrário.

Poema, 3

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Poema, 2

Na Casa dos poemas
a tempestade
adormece
à entrada.

Poema, 1

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quarta-feira, setembro 27, 2006

terça-feira, setembro 26, 2006

Os problemas de linguagem, 1

A distância entre a voz e o eco; entre o que escreves e o que lês; entre o que dizes e o que procuras dizer; entre as frases do amor e o logro das rasuradas páginas dos livros.

O céu de Cacela em Setembro

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segunda-feira, setembro 25, 2006

Uma criança

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domingo, setembro 24, 2006

A sede

A sede era um dos seus nomes.

(Essa mulher mudava a órbita dos astros
fazia desaparecer as folhas dos livros de ciências que
falavam de planetas distantes
misturava nas levadas uma outra luz ainda próxima das águas subterrâneas
iluminava os pátios a partir das sombras dos meses de novembro
erguia as suas mãos acima das cisternas
tinha o poder antigo de curar ou enlouquecer através das palavras.)

sábado, setembro 23, 2006

Equinócio

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Os monstros afáveis, 3

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Romance

[Letra para uma música do meu amigo João Cunha]


Quando alguém te perguntar
se a paixão não te tocou
põe o teu olhar mais triste
fala mal de quanto existe
não deixes de suspirar

Por favor guarda segredo
de tudo quanto te disse
não contes que te ofereci
jóias falsas e um rubi
só para que tu sorrisses

Quando virem no teu rosto
uma luz quase invisível
uma luz de fim de Agosto
poisada assim no teu rosto
diz-lhes «isso é impossível»

Fecha-te ao mundo exterior
esconde o teu próprio sorriso
não contes do nosso amor
diz que a vida é um horror
mente quanto for preciso

Que o amor que nós jurámos
seja visto de relance
que os teus olhos só nos meus
nos façam dizer «meu deus
isto é história de romance»

Isto é história de romance

sexta-feira, setembro 22, 2006

Não me parece mal

Um poema em que acreditava alguma coisa teve, até ao momento, dez comentários. Dois referiam-se ao poema.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Pintura

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Setembro: as amêndoas

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